Musa do mês: Jane Birkin

A musa desse mês é o ícone fashion e musical Jane Birkin, sagitariana (nasceu em 11 de dezembro de 1946), atriz e cantora inglesa. Quando, aos 20 anos, deu o que falar no filme Blow-up (conhecido no Brasil como Blow-up – Depois Daquele Beijo), filme de Antonioni, foi para Paris. Assim que chegou na cidade -literalmente- foi para o set de filmagens de Pièrre Grimblat para o casting do elenco de Slogan. Foi lá que Jane conheceu Serge Gainsbourg.

jane

A relação de Jane com Serge foi nada menos que épica. Os dois realizaram várias colaborações, entre eles o famoso dueto francês, Je t’aime… moi non plus, música erótica que na época causou alvoroço em muitos países conservadores, sendo banida pelo Vaticano e censurada pela BBC.

O caso amoroso épico talvez seja apenas digno de comparações com o de Johnny Depp e Kate Moss. O interessante, é que inicialmente Serge não foi mil amores com Jane, na verdade, a fez chorar. Como a atriz quase não falava francês, o co-protagonista do filme, Serge, que muitos dizem que ainda sofria pela separação com Brigitte Bardot, fez de tudo para não facilitar a vida da britânica, fazendo com que caísse em lágrimas em meio às câmeras. Reconhecendo a situação que a colocou, acabou não se opondo quando ofereceram o papel à Birkin. Muito louco, né?

jane and serge

Jane, a inglesa mais francesa conhecida mundialmente, entre 1971 e 1972, interpretava a amante de Bardot, a ex de Serge (a vida é cheias dessas coincidências, né?) no filme Don Juan, or If Don Juan Were a Woman. Em 1973, lançou o seu primeiro álbum solo.

Jane Birkin

Considero Jane um ícone da moda, pois ela traz consigo uma leveza que poucas mulheres carregam, um charme que é ainda mais exaltado através do seu estilo. Diria, até mesmo, que ela é possuidora de um quê parisiense e uma ousadia sexual que vai além da sua geração, cheia de amor e liberdade. Não é a toa que a atriz foi a inspiração para uma das bolsas mais conhecidas do mundo, Birkin, da Hermés (sim, galera, foi tudo graças à ela).

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O que falar desse meu eterno amor pela franja dela? Amo, amo, amo

Em 1981, quando viajava de Paris para Londres, por acaso, acabou por sentar-se ao lado de Jean-Louis Dumas, o diretor executivo da Hermès (opa, krida). Enquanto Jane tentava encaixar a sua carteira de palha no compartimento superior do avião, tudo que estava dentro espalhou-se no chão do corredor. Jane, então, explicou a Dumas que nunca tinha conseguido encontrar uma carteira grande que gostasse. Três anos depois, a marca criava uma das bolsas mais conhecidas do mundo: a Birkin.

Rolou uma treta entre Jane e a marca ano passado. A atriz pediu que eles tirassem o seu nome da icônica bolsa, pois assistiu a um documentário feito pelo Peta em que era mostrada a produção de couro por empresas fornecedoras de matéria-prima para a Hèrmes. Até que as mudanças nos tratamentos dos crocodilos fossem feitas, ela pediu para que seu nome não fosse mais usado. A marca respondeu dizendo que estava realizando uma investigação na fazenda do Texas que apareceu no documentário e que simpatizava com a preocupação da atriz. Bafo, né? Concordei e muito com a atitude de Jane.

Jane Birkin, Saint-Germain des Prés, 1970

Enquanto isto, o amor saturado de Serge e Jane, que deu fruto à Charlotte,  continuava a ser a inspiração no mundo musical, na moda e no universo alternativo.

Mas teve um fim. Birkin começou um relacionamento com Jacques Doillon, com quem teve Lou. Serge, na tristeza de mais uma separação, escreveu “Baby alone in Babylone” para Jane. No vídeo abaixo, a música é cantada pela própria.

Em 1985, Birkin leva a sua carreira de atriz para o teatro com “La Fausse suivante“. Em 1990, Gainsbourg edita “Amours des feintes“, um álbum totalmente dedicado a Jane, fruto de um amor que nunca conseguiu esquecer. Foi o último. Serge morreu em março de 1991. Dois dias depois, falecia também David Birkin, seu pai. Depois de terminar a turnê de “La Rochelle“, Jane Birkin abandona a carreira de atriz e começa a dedicar-se à escrita, família e filantropia.

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Jane deixou na história a imagem de um ícone de uma mulher que será sempre associada à musa, não apenas de um homem, mas de um tempo.

 

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