Feminismo pra quê?

girls need .jpg

Vim falar de um assunto bem polêmico hoje. Sei que muitos podem estar olhando o título desse post e tirando algumas conclusões precipitadas, como a ideia que irei opor-me ao movimento. Na verdade, sou completamente a favor e, desde que descobri suas questões e importância, ando em uma caminhada (desculpem o clichê, hahah) ao empoderamento, sentindo-me cada vez mais confiante e ciente dos meus direitos como ser humano. Muitas pessoas, até mesmo mulheres, podem ser contra o movimento, provavelmente porque não sabem o verdadeiro significado que ele carrega. Não, não é o oposto de machismo, não queremos ser mais poderosas que os homens e reprimi-los. O que procuramos é a equidade, indo sempre a busca de justiça e igualdade de direitos.

O machismo nos atinge todos os dias, basta você parar para pensar quantas vezes pensou em trocar o short por uma calça para ir a pé ao supermercado, ou quantas vezes já esteve em uma balada e o cara tentou de beijar, sem mais nem menos, e você teve que empurrâ-lo. Ou quando você disse não e ele continuou insistindo, até que desistiu, mas sem esquecer da famosa frase “tá, você não é essas coisas toda mesmo, fica se achando muito não”. Sendo uma mulher, você provavelmente já passou por alguma dessas. Isso porque ainda existem coisas muito piores e sabemos muito bem disso. A violência contra a mulher, seja ela psicológica, física ou sexual (ainda tem muito mais além dessas, acreditem), ainda persiste. Os padrões estéticos da nossa sociedade constroem um ideal imaginário da mulher impossível de ser alcançado. Fatores naturais do corpo feminino, como estrias e celulites, são apontados como defeitos. A mulher, desde criança, começa uma batalha para a total satisfação da sociedade, esquecendo de si e tornando-se cada vez mais submissa a ideias opressoras.

O pior é observar diariamente a ideia sinistra que é colocada nas nossas mentes de que devemos encarar umas as outras como inimigas. Como diz a imagem acima, garotas precisam apoiar outras garotas! Somos mais do que capazes de fazer isto. Temos que parar de julgar a outra por atitudes que não alteram em nada nossa vida. O corpo é nosso, fazemos o que queremos com ele, e, ao menos que alguém a force de alguma forma, está tudo bem. Não é da nossa conta com quantos caras fulaninha transou, deixa a garota! O corpo é dela e isso não a define como puta ou como fácil. Quem a define assim é o sistema machista, base da nossa sociedade. Não existe isso de fácil ou difícil, temos que tirar isso da cabeça, existe aquela que quer e que não quer e o homem deve parar de enxergar isso como um sinal para continuar a insistir. Não precisamos nos curvar a essa ideia que para conseguirmos um namorado, temos que beijar/transar poucos caras, porque assim ficaremos faladas por aí, afinal, ninguém quer uma menina que gosta de beijar e transar, não é mesmo? Quando finalmente decidirmos ir contra e finalmente nos apoiarmos, vamos perceber que o homem não tem que definir nada, nós, por outro lado, temos esse poder sobre nós mesmas.

“Ah, você vê machismo em tudo”. Muito feia essa frase, viu, coleguinha? Se eu vi, é porque tem. Quando você começa a se envolver com o feminismo e as questões que o movimento abordada, você começa a perceber que, desde o seu nascimento, princípios destorcidos e contraditórios são colocados na mente da gente. Os livros e filmes ensinam que a mulher é incapaz de resolver um problema sem a ajuda de um homem, sempre há um herói, o príncipe encantado que resgata a princesa de uma vida infeliz. Não estou dizendo aqui que você não pode se apaixonar, claro que pode. Ter a companhia de alguém é algo maravilhoso, mas isso não precisa ser aquilo que te completa, e sim que te acrescenta, de uma forma saudável e feliz, sem que você esqueça quem verdadeiramente é.

É erro comum achar que o feminismo vai beneficiar apenas as mulheres ou a comunidade LGBT. O objetivo, assim atingido, desconstruiria um ideal extremamente comum, muitas vezes vociferado até mesmo pela mulher, de que o homem deve obedecer a certos padrões masculinos para mostrar-se homem “de verdade”. Certas roupas, formas de falar, de gesticular, atitudes tomadas, tudo isso são levadas em conta, até mesmo o simples ato de chorar em determinadas situações, algo que deveria ser perfeitamente aceitável, é encarada de uma forma distorcida, como se a reação do homem o fizesse menos “macho” e mais “afeminado”. Aliás, qual o problema da galera com isso, hein? Parem de achar que “parecer com uma mulher” é uma ofensa, somos maravilhosas.

Claro, o mundo evolui (ainda bem), mas ainda há muito a ser conquistado, é preciso desconstruir esses valores machistas que estão incrustados na mente das pessoas. Está na hora da mulher ir atrás do que procura sem que ninguém a impeça. Junte-se à luta, não importa quem você é ou como se diz ser. Procure mais sobre o feminismo, pois ele tem muito o que dizer e, aos poucos, você vai acabar desconstruindo todas essas ideias machistas que encucaram na nossa cabeça, aprendendo a ser o que você quiser. #wecandoit

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s